quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Gagueira
A gagueira ou disfemia é um distúrbio ou transtorno de linguagem que faz com que a pessoa repita sílabas e faça pausas durante a pronúncia de uma palavra. Tal transtorno além de dificultar a comunicação da pessoa faz com essa se sinta diferente das outras, diminuindo seus diálogos dentro e fora de casa.
Inicia-se entre 2 e 5 anos de idade com uma gagueira normal, já que falam há pouco tempo e não se sentem seguros ao pronunciar frases montadas. Nessa fase é que a gagueira pode ser fixada (caso seja psicológica). Não se sabe ao certo as causas para este distúrbio que pode ter ligações a fatores genéticos, psicológicos e neurológicos.
A gagueira genética é provocada por uma disfunção de áreas cerebrais responsáveis pela fala ou por alterações estruturais nestas áreas. A gagueira psicológica é adquirida, ou seja, desenvolve quando a pessoa tem pais ansiosos, exigentes e agressivos, quando a pessoa passa por momentos traumáticos como acidentes, assalto, estupro, etc., problemas insuportáveis que geram conflitos interiores e outros que são liberados na hora de falar. A gagueira neurológica é mais rara, porém pode ser detectada facilmente, pois esta é a única forma de gagueira que não melhora ao cantar, ao interpretar ou ao mudar a tonalidade de voz.
A gagueira classificada como psicológica deve ser tratada com um psicanalista que estudará o caso e aplicará o tratamento adequado. Já a gagueira genética e neurológica deve ser tratada com um fonoaudiólogo que deverá fazer uma avaliação e logo após iniciar terapias planejadas.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Dificuldade na deglutição
As principais fases da deglutição são:
Fase Oral – inicia após a mastigação, quando o músculo milo-hioideo se contrae e dispara o processo de deglutição. Nessa fase ocorre o movimento ondulatório da língua. A pressão do bolo alimentar exercida nos pilares anteriores da faringe, na base da língua e palato mole (circunferência orofaríngea), determina a geração de impulsos nervosos que iniciam a ação reflexa da deglutição.
Fase Faringolaringea – trata-se de um estágio involuntário. Ocorre passagem do bolo alimentar da cavidade oral para a faringe. Ocorre alongamento da faringe e parada respiratória, fechamento das vias respiratórias e o bolo alimentar é conduzido para o esôfago.
Fase Esofágia – o bolo alimentar passa para o esôfago. A laringe volta à sua posição normal e reinicia-se a respiração normal.
Deglutição Atípica
É uma alteração na fase oral da denglutição, Uma das características observadas claramente na descrição do padrão da deglutição atípica, é o pressionamento da língua nos dentes incisivos centrais e laterais ( os dentes da frente) ocasionando muitas vezes alterações dos mesmos, levando ao aparecimento de diastemas (espaços entre os dentes), projeção dos dentes incisivos e mordida aberta. Este tipo de alteração é mais favorável em crianças na fase de dentição mista, uma vez que nessa fase ocorre crescimento diferencial entre língua e cavidade oral, o que justifica a anteriorização da língua. (A língua atinge seu tamanho máximo aos 8 anos enquanto a mandíbula entre 8 e 12 anos).
Reabilitação Fonoaudiológica.
O fonoaudiólogo deve primeiramente procurar possíveis razões dessas alterações para que possamos tratar das causas e não da conseqüência pura e simples, que é a projeção de língua.
Na avaliação fonoaudiológica, devemos observar a forma da face, o tipo de arcada, o posicionamento da cabeça e do pescoço, a tonicidade da musculatura da língua e a função respiratória. Durante a avaliação, deve-se levar em conta os seguintes aspectos:
- A língua se adapta à forma;
- Outras funções interferem no seu posicionamento;
- A idade traz modificações.
O objetivo da terapia será reposicionar a língua no palato, tanto para postura quanto para a realização das funções orais.
O objetivo da terapia será reposicionar a língua no palato, tanto para postura quanto para a realização das funções orais.
É importante encaminhar o paciente primeiramente ao ortodontista, se tiver alterações oclusais, ou ao otorrinolaringologista em casos de alterações respiratórias.
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